
A crença na liberdade me impulsiona,
ainda que viva preso às minhas escolhas;
por isto morro um pouco menos a cada outono
e renasço um pouco mais por que me proponho.
A crença na amplitude me impressiona,
ainda que viva limitado à vida que me toma;
por isto morro um pouco menos a cada passo
e renasço um pouco mais nas coisas que faço.
A crença na eternidade me assusta,
ainda que pense imortal a alma que sonha;
por isto morro um pouco menos a cada tropeço
e renasço um pouco mais em meus recomeços.
A crença na existência me emociona,
ainda que não consiga chorar como devia;
por isto morro um pouco menos a cada dilema
e renasço um pouco mais a cada poema.
A crença que tenho em Deus me questiona,
ainda que cometa tantos sacrilégios,
por isto morro um pouco menos sempre que possa,
e renasço um pouco mais a cada resposta